¨Se eu pudesse deixar algum presente a você...
Deixaria para você,
se pudesse,
o respeito àquilo que é indispensável...
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.¨

Gandhi

Ganesha Gam Ganesha Gam Ganesha Gam...

Ganesha Gam Ganesha Gam Ganesha Gam...

ÔMMMMMMMMMMMMMM

ÔMMMMMMMMMMMMMM
Yoga é uma prática milenar, um caminho em direção a essência do ser, que nos ensina a reconhecer a experiência de existir plenamente, com boa saúde física, mental e espiritual, sempre em sintonia com a dança da vida.

São Paulo, S.P., Brazil
Marcynha talvez retrate melhor o meu metro e meio de altura. Fui Marcynha desde sempre, nas escolas onde estudei, na faculdade de enfermagem que não concluí, na faculdade de psicologia onde me formei (FMU - 1994), na especialização em Terapia Cognitiva Construtivista da UNIP em 95... Inquieta, sempre buscando novidades, querendo um algo mais... Em 1996 atrás de um novo caminho na psicologia encontrei o caminho do Yoga, um caminho muito além da psicologia, muito além da profissão, um caminho para experimentar a vida! Foi no Yoga que me re descobri, psicóloga por herança familiar e professora de Yoga (desde 1998) por uma escolha que veio do coração. Yam...Yam...Yam... Posso até dizer que meu sobrenome foi uma pista, em sua sonoridade, para que eu ouvisse meu coração. No Yoga encontrei o caminho que me inspira viver e compreender a experiência dessa existência humana.

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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Quando há amor, o ou(t)ro é revelado em nós - Tales Nunes

A química atrai os corpos. Secretamente pelo olfato, explicitamente pela delicadeza do toque ou pelo encaixe e entrelaçamento da forma. É uma magia que se inicia na aproximação e se consolida no entrelaçamento. Num processo que ultrapassa a nossa razão.
Essa química é exatamente as forças da natureza atuando em nós, independente da nossa vontade consciente. Química é importante, mas um relacionamento não se sustenta apenas na química. Não se sustenta apenas nessa atração inconsciente. Todo relacionamento é uma construção, uma arte diária, uma Alquimia constante de descoberta. E toda Alquimia consiste em dois processos fundamentais. Um deles é desvendar as forças da natureza, ao mesmo tempo reconhecendo que por mais conhecimento que tenhamos dela, o mundo será sempre um mistério para nós. Ou outro é, a partir do entendimento e da magia das forças das Natureza, chegar ao elixir da Vida.
Aplicando esses dois caminhos na arte do relacionamento, é preciso que saibamos que nós somos um enigma para nós mesmos e que o outro, portanto, também sempre será um enigma para nós. E há uma beleza incrível nesse reconhecimento. A beleza da sedução e da descoberta como possibilidade diária. Cada dia é um mistério para nós, por mais que nossos hábitos tentem nos fixar no tempo e mostrar que não há novidades. Sempre há nascimentos, transformações, revelações estonteantes em um dia. O contato com a natureza nos evidencia toda essa beleza num desabrochar de uma flor, num pôr-do-sol, num nascer da lua, nos movimentos do mar, que nunca são iguais e nunca se repetem.
A Vida será um grande mistério sempre parcialmente revelado para nós e nos surpreenderá se nosso olhar não se estagnar. O outro será sempre um mistério parcialmente revelado para nós se nosso coração e a nossa mente não se renderem aos hábitos. Achar que entendeu tudo o que se deveria entender e que já viveu tudo o que poderia viver na Vida é uma equivocação comum que muitos cometem e que nos tira o encanto que ela constantemente nos oferece. Assim como achar que entendeu o outro e que não há nada mais nele a ser revelado nos faz perder a visão de que um relacionamento é uma arte de sedução, de abertura, de construção e de desconstrução diária. O outro será sempre um desdobramento da vida em nossa vida se assim permitirmos e se tivermos o espírito e a presença mútua para assim cultivar uma relação.
Mas a arte da Alquimia não nos falava apenas de mistérios e suas revelações. A arte da alquimia consiste em descobrir, em meio às transformações da Vida, o elixir da imortalidade, o soma. Esse néctar é a substância mais sutil e a mais sublime da Criação. É a fonte da juventude, pois é em si mesma a origem de tudo o que nasce e aquilo que permeia tudo o que existe. Esse processo simbolicamente é associado à transformação do chumbo em ouro. Para os Alquimistas, o ouro já está no chumbo. Por processos alquímicos, o excessos são retirados e o outro é revelado. Esse ouro é o amor, a essência de cada um de nós. Aquilo que todos buscamos em qualquer relação é o encontro amoroso.
Quando há amor, o ou(t)ro é revelado em nós. O que buscamos através do outro é o Amor, que é a Unidade da Vida, a sensação de não separação. O Amor é o que nos mantém unidos e é a própria união, é quando nos encantamos pelo outro, quando até mesmo o olhar do outro nos acalma, e através dele nos reconhecemos. Num relacionamento, é pela aceitação incondicional do outro que afrouxamos as nossas defesas e nos aceitamos completamente. Nessa aceitação, o amor se revela como a fonte do que buscávamos. Por isso ele se basta, temos a sensação de que encontramos o tesouro da Vida. Esse Amor é a fonte de nós mesmos e a essência fundamental do outro.
Esse é o passo final da Alquimia, mas não deixa de ser um processo constante, uma arte de olhar. Quando mantemos esse reconhecimento da natureza essencial do outro como não diferente da nossa, criamos um espaço para a compaixão e para a aceitação das suas diferenças e das suas sombras quando elas se revelam aos nossos olhares. O relacionamento deixa de ser uma janela através da qual vemos algo distante de nós, para se tornar um espelho, uma oportunidade de nos enxergarmos através do outro. Seja a nossa luz amorosa ou as nossas sombras. A arte e o desafio constante é ver através das sombras a luz que sempre brilha. Através do metal mais pesado, do chumbo, a natureza pura e constante de brilho que somos, o ouro. Um relacionamento que promove o amor e o crescimento é o relacionamento em que, neste espelhamento, a arte se torna reconhecer as sombras mas exaltar a luz. E esse processo não se dá quimicamente, ou seja, inconscientemente, esse é um caminho de construção artística, uma Alquimia.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Como saber com quem casar ? - autor desconhecido


Case-se com alguém que adore te escutar contando algo banal como o preço abusivo dos tomates, ou que entenda quando você precisar filosofar sobre os desamores de Nietzsche.
Case-se com alguém que você também adore ouvir. É fácil reconhecer uma voz com quem se deve casar; ela te tranquiliza e ao mesmo tempo te deixa eufórico como em sua infância, quando se ouvia o som do portão abrindo, dos pais finalmente chegando. Observe se não há desespero ou insegurança no silêncio mútuo, assim sendo, case-se.
Se aquela pessoa não te faz rir, também não serve para casar. Vai chegar a hora em que tudo o que vocês poderão fazer, é rir de si mesmos. E não há nada mais cruel do que estar em apuros com alguém sem espontaneidade, sem vida nos olhos.
Case-se com alguém cheio de defeitos, irritante que seja, mas desconfie dos perfeitinhos que não se despenteiam. Fuja de quem conta pequenas mentiras durante o dia. Observe o caráter, antes de perceber as caspas.
Case-se com alguém por quem tenha tesão. Principalmente tesão de vida. Alguém que não lhe peça para melhorar, que não o critique gratuitamente, alguém que simplesmente seja tão gracioso e admirável que impregne em você a vontade de ser melhor e maior, para si mesmo.
Para se casar, bastam pequenas habilidades. Certifique-se de que um dos dois sabe cumpri-las. É preciso ter quem troque lâmpadas e quem siga uma receita sem atear fogo na cozinha; é preciso ter alguém que saiba fazer massagem nos pés e alguém que saiba escolher verduras no mercado. E assim segue-se: um faz bolinho de chuva, o outro escolhe bons filmes; um pendura o quadro e o outro cuida para que não fique torto. Tem aquele que escolhe os presentes para as festas de criança e aquele que sabe furar uma parede, e só a parede por ora. Essa é uma das grandes graças da coisa toda, ter uma boa equipe de dois.
Passamos tanto tempo observando se nos encaixamos na cama, se sentimos estalinhos no beijo, se nossos signos se complementam no zodíaco, que deixamos de prestar atenção no que realmente importa; os valores. Essa palavra antiga e, hoje assustadora, nunca deveria sair de moda.
Os lábios se buscam, os corpos encontram espaços, mas quando duas pessoas olham em direções diferentes, simplesmente não podem caminhar juntas. É duro, mas é a verdade. Sabendo que caminho quer trilhar, relaxe! A pessoa certa para casar certamente já o anda trilhando.

Como reconhecê-la?
Vocês estarão rindo.
Rindo-se. 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Vida é o que existe entre o nascimento e a morte - Martha Medeiros

Vida é o que existe entre o nascimento e a morte.
O que acontece no meio é o que importa.
No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma. Que tudo o que faz você voltar pra casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo.
Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade pro fim pode ser ainda melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início. Que o pensamento é uma aventura sem igual. Que é preciso abrir a nossa caixa preta de vez em quando, apesar do medo do que vamos encontrar lá dentro. Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.
No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato. Que amar é lapidação, e não destruição. Que certos riscos compensam – o difícil é saber previamente quais. Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa.
Que é preciso dar uma colher de chá para o acaso. Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante. Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagônia são lugares excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa. Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte.
No meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo para resolvê-lo. Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio. Que todas as escolhas geram dúvida, todas. Que depois de lutar pelo direito de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença.
Que adultos se divertem muito mais do que os adolescentes. Que uma perda, qualquer perda, é um aperitivo da morte – mas não é a morte, que essa só acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.
No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco e da caixa postal, mas a senha que nos revela a nós mesmos. Que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável. Que as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo).
Que tocar na dor do outro exige delicadeza.

Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência.
Que não é preciso se estressar tanto em busca do orgasmo, há outras coisas que também levam ao clímax: um poema, um gol, um show, um beijo.
No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário. Que é mais produtivo agir do que reagir. Que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue. Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais. Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse meio todo.

terça-feira, 21 de maio de 2013

"Deus segundo Baruch Spinoza"(filósofo, que viveu no séc. XVII) ou "Deus falando com você"


" Para de ficar rezando e batendo no peito.
O que eu quero que faças é que saias pelo mundo, desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Para de ir a estes templo lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construiste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nas praias. Aí é onde eu vivo e expresso o meu amor por ti.
Para de me culpar pela tua vida miserável; eu nunca te disse que eras um pecador.
Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada tem a ver comigo.
Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar dos teus amigos, nos olhos de teu filhinho...não me encontrarás em nenhum livro...
Para de tanto ter medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem me incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Para de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te castigar por seres como és, se sou Eu quem te fez?
Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos os meus filhos que não se comportam bem pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita o teu próximo e não faças aos outros o que não queiras para ti.
A única coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida; que teu estado de alerta seja o teu guia. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Para de crer em mim... crer é supor, imaginar.
Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho de mar.
Para de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, da tua saúde, das tuas relações, do mundo.
Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Para de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.
Não me procures fora!
Não me acharás.
Procura-me dentro...Aí é que estou, dentro de ti."

Einstein, quando peguntado se acreditava em Deus, respondeu: " Acredito no Deus de Spinoza que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa em premiar ou castigar os homens".

sexta-feira, 3 de maio de 2013

AS DIFERENÇAS ENTRE RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE


A religião alimenta a mente; a espiritualidade, a alma!
A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro".
A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.
A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.
A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.
A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.
A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualidade nos faz Transcender.
A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.
A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.
A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

EU SOU - Eckhart Tolle

 
¨Eu não sou os meus pensamentos, não sou minhas emoções, minhas percepções sensoriais e minhas experiências. Não sou o conteúdo da minha vida. Sou o espaço no qual todas as coisas acontecem.
Eu sou a consciência.
Sou o Agora.
Eu Sou. ¨

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

o poder do silêncio na tradição indígena


Índios não tem medo do Silêncio
Nós os índios, conhecemos o silêncio, não temos medo dele.
Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.
Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles nos transmitiram esse conhecimento.
"Observa, escuta, e logo atua", nos diziam.
Esta é a maneira correta de viver.
Observa os animais para ver como cuidam se seus filhotes; observa os anciãos para ver como se comportam; observa o homem branco para ver o que querem.
Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos, e então aprenderás.
Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.
Com vocês, brancos e pretos, é o contrário. Vocês aprendem falando. Dão prêmios às crianças que falam mais na escola, em suas festas, todos tratam de falar. No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos, e todos falam cinco, dez, cem vezes e chamam isso de "resolver um problema". Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos. Precisam preencher o espaço com sons. Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer. Vocês gostam de discutir, em sequer permitem que o outro termine uma frase. Sempre interrompem.
Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido. Se começas a falar, eu não vou te interromper. Te escutarei, mas talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo, mas não vou interromper-te.
Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste, mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante. Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei. Terás dito o que preciso saber. Não há mais nada a dizer.
Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.
Deveriam pensar nas suas palavras como se fossem sementes.
Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.
Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando, e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas, muitas vozes.
Só vamos escutá-las em silêncio.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

felicidade é ser

"Os prazeres mais ricos da existência:
A tranquilidade.
As amizades.
O diálogo que troca experiências existenciais.
A contemplação do belo.
Amar...
Tais prazeres são conquistados pelo que SOMOS, e não pelo que temos."

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Gratidão


''A gratidão desbloqueia a plenitude da vida.
Ela pode transformar uma refeição em um banquete, uma casa em um lar, um estranho em um amigo.
Gratidão traz sentido ao nosso passado, traz paz para hoje, e cria uma visão para o amanhã.
Se você fizer tudo com o sentimento de felicidade, não será uma tarefa muito difícil de executar.''

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Somente o necessário: excessos costumam ser mais prejudiciais que as faltas - Carlos Hilsdorf

Embora as pessoas reclamem com imensa frequência daquilo que não possuem, existe outra questão que merece toda a nossa atenção: aquilo que possuímos em excesso.
Aliás, os excessos costumam ser mais prejudiciais que as faltas, mas demoram mais para serem percebidos. As faltas nós notamos imediatamente, os excessos só quando despertam a nossa consciência.
Comemos em excesso (observe você mesmo), trabalhamos em excesso (anda cansado, não é?), guardamos coisas em excesso (dê uma olhada em suas gavetas), nos importamos em excesso com a opinião dos outros... Há um excesso de preocupações e acúmulo de “gorduras” em diversas áreas de nossas vidas.
Em geral, possuímos mais do que necessitamos para ser feliz, mas continuamos insistindo na desculpa de que não somos felizes porque nos falta alguma coisa. E de fato falta: falta assumirmos um estilo de vida mais franco, sincero e liberto.
Tudo o que temos em excesso demanda tempo e energia para ser administrado. Roupas demais, CDs demais, bagunça demais, lembranças demais (fique com as que valem a pena, pelo aprendizado ou felicidade que trouxeram), compromissos demais, pressa demais.
Todos nos beneficiaremos com a prática de determinado nível de minimalismo (sem excessos, porque isso também pode ser demais). Podemos reinventar nossa maneira de viver para viver com o necessário. Não precisa ser o mínimo necessário, pode haver algumas sobras, mas sem os exageros de costume.
Viver melhor com menos. Isso traz uma sensação de leveza e felicidade tão maravilhosa que todos devemos, ao menos, experimentar. Na melhor das hipóteses, aprendemos e adotamos um novo estilo de vida.
Quem está em processo de mudança, reconhece rápido o quanto acumulou de coisas em excesso, e aprende que pode viver tão bem, ou melhor, com muito menos!
Se vamos acampar, somos felizes apenas com uma mochila...
Liberte-se dos excessos de todo o tipo: excesso de informação (aliás, muita coisa é só ruído, nem mereceria sua atenção); excesso de produtos e serviços (consumismo é uma válvula de escape para não olharmos para nossa própria existência e para o vazio que buscamos inutilmente preencher com compras); excesso de relacionamentos (nem todos valem a pena, não é verdade?). Viva mais com menos, experimente algum nível de minimalismo. Permita-se sentir-se livre dos acúmulos e excessos.
Nada é mais gratificante que a liberdade, a sensação de que você se basta sem precisar de um arsenal de coisas, sons e cores a seu redor. Dedique-se a experimentar essa libertadora sensação. Quem sabe viver com pouco, sempre saberá viver em quaisquer situações, mas aqueles que só sabem viver com muito, nas mínimas provações e ausências sofrem e se desesperam. Esses últimos se confundiram com seus excessos... e na falta deles, não se reconhecem.
Nunca sabemos se viveremos com o que temos, com mais ou menos no dia de amanhã, mas se aprendermos a viver com o que é essencial, viveremos sempre bem.
Todo excesso é energia acumulada em local inapropriado, estagnando o fluxo da vida. Excesso de excessos corresponde à falta de si mesmo. E se o que te falta é você, nada poderá preencher esse vazio...




Carlos Hilsdorf é Pesquisador do comportamento humano, pós-graduado em Marketing pela FGV.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

VIVER NO CORAÇÃO - Mestre RAM

A passagem da vida fora do coração para a vida dentro do coração é realmente um novo nascimento. Quando a consciência se estabiliza no coração o mundo muda, o seu olhar para o mundo muda, a sua percepção do mundo muda, e o mundo realmente muda pra você. A vida dentro do coração é... Uma vida nova, uma vida onde a distância e a separação são abolidas. Uma vida onde o mental não pode mais lhe enganar. Chegando nesse nível, a maior parte dos véus da ilusão e da separação se dissolvem. É a descoberta de um estado que faz com que você descubra de maneira verdadeira, além da alegria, a serenidade, a pureza e a ausência de conflitos interiores. A vida se desenrola com novas normas, O mundo externo muda porque seu olhar muda, Porque você percebe no outro, nos outros, os jogos da ilusão... E então todo julgamento desaparece. Uma nova vida começa então para você. Vida onde não há lugar para dúvidas, para interrogações. Você se dá conta da vaidade, da inutilidade das construções mentais, dos jogos de poder, de domínio, dos próprios jogos de sedução. Nenhum dos jogos do ego, da personalidade, lhe interessa mais. Os questionamentos se calam, O sentido da vida lhe aparece na sua majestosa simplicidade. Você não tem mais nada a defender, Você não tem mais nada a provar, Você não tem mais nada a demonstrar, Você simplesmente É. Sai da ilusão de pertencer a esta realidade para entrar na sua própria Divindade. A visão torna-se penetrante. O tempo que flui lhe parece como a suprema ilusão que ele é. Tornam-se capazes de viver múltiplas realidades de uma só vez. Os véus da separatividade lhes foram irremediavelmente retirados. Percebem a multiplicidade e o jogo das dimensões que participam todas da mesma Unidade. Estar no coração não é uma palavra em vão. Estar no coração não é mais definir o coração com a cabeça, É definir o coração com o coração. Vive-se a Unidade. E também um sentimento de profunda unificação com a Divindade. Se vive na humildade, agradecendo à Fonte reencontrada. Esse estado precisa que algumas crenças sejam abandonadas. Precisa de uma neutralidade bondosa E produz uma serenidade permanente. Assim, instala-se a Paz. Instala-se a Verdade Suprema, Que é Beleza, Que é LUZ, Que é AMOR. Um estado vibratório no meio do peito assinala a abertura do seu Templo Interior. E o contato do seu Interior com a Fonte. Toda alma se direciona para esse objetivo, Não por uma vontade, mas por uma tensão de Serviço em direção à Luz. Nestes tempos e nesta época, as circunstâncias de vida na terra facilitam o acesso a esse nível, à realidade da sua divindade e do seu coração. Não basta acreditar no coração para se colocar vivendo nele. Isso necessita de um impulso, Uma tensão total da consciência em sua direção... A tensão vem junto com o soltar-se... Não se trata também de uma resistência a ser vencida, Mas muito mais de um estado de aceitação, De submissão e fidelidade à verdade da Luz. A esse nível a vida é gratuita. A abundância da vida, a abundância da Luz. Um Servir espontâneo e não criado, Amor espontâneo e não ditado. Viver no coração não é uma idéia nem um conceito, nem um comportamento, mas uma vibração da consciência que está nascendo no meio do seu peito. A vida no coração manifesta-se por uma vibração. Somente você pode penetrar no santuário!!!!

quinta-feira, 10 de março de 2011

O Valioso Tempo dos Maduros - Mário de Andrade

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade…
Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

SHIVARATRI, a noite de Shiva - Gloria Arieira

No Shivapurána é dito que, em todos os meses, a noite anterior ao dia da Lua Nova é dedicada a Shiva. Essa noite é chamada Shivarátri, a “noite de Shiva”.
Uma vez ao ano, no mês de fevereiro/março, chamado mágha, há um dia e uma noite inteiros dedicados a Shiva, chamados Maháshivarátri. Esse dia é de orações, rituais, ascetismo e práticas espirituais. É quando novos sannyásis, renunciantes, são iniciados; pessoas que desse momento se propõem a viver somente suas buscas espirituais. Na Índia, em todos os templos de Shiva, há uma grande comemoração nesse dia.
Shiva, na tríade vêdica, é o Destruidor, Transformador, ao lado de Brahmá, o Criador, e Vishnu, o Preservador.
Não encontramos templos a Brahmá, pois todo o mundo é seu templo, e o respeito à criação, o oferecimento de orações a Ele. Nada temos a pedir, pois a criação aqui está.
Vishnu, o Preservador da criação, é casado como Lakshmí, a Deusa da riqueza. Os templos dedicados a Eles, ou a uma das manifestações de Vishnu, como Ráma ou Krishna, são de grande beleza e muito populares. A Ele é pedido o bem-estar, conforto, riqueza e bens materiais.
Shiva é o asceta. Ele dissolve a criação para o aparecimento de outra. Ele remove a ignorância para dar lugar ao conhecimento. Ele ajuda os ascetas, os yogis e os estudantes de Vedanta no seu caminho espiritual. Ele domina todas as disciplinas físicas e mentais. Freqüentemente encontramos imagens de Shiva em profunda meditação. Muitos se espantam ao vê-lo envolto em cobras e decorado com cinzas. A cobra simboliza o ego, o ahamkára, que para Ele não é um problema. Para Ele o ego é um alamkára, uma decoração, pois Ele tem o conhecimento do Eu real, ilimitado. As cinzas representam a queima da ignorância e da ilusão. Os cabelos são compridos como os de um asceta, com um coque no alto da cabeça aparando o rio Ganges, que vem com grande força destruidora, para fazer com que esse mesmo rio saia mais tranqüilo para abençoar os seres na Terra. Ao seu lado, em uma de suas mãos, o tridente, trishúla, símbolo do renunciante, e na outra o damaru, pequeno tambor de onde partem os primeiros sons da criação.
Shiva é Íshvara, também chamado Maheshvara e Jagadíshvara – o Grande Senhor e o Senhor do Universo. Íshvara é o todo, toda a criação e a causa desta. Por isso Shiva também é simbolizado por um lingam. Lingam, em sânscrito, significa alguma coisa com a ajuda da qual você vê outra coisa. É uma indicação. Shivalingam é uma forma sem forma específica. Uma forma que inclui todas as formas. É o símbolo do todo, que é Shiva.
No dia de Maháshivarátri os devotos passam o dia em atividades religiosas e espirituais. Ficam em silêncio, jejum e orações, e no templo há, durante todo o dia, até a meia-noite, uma corrente contínua de repetição do mantra Om namah shiváya – Om saudações a Shiva. Durante o dia vários rituais são feitos. À noite é feito o árati (ritual simples com fogo e cânticos) e distribuído prasáda (alguma coisa, principalmente comestível, que é oferecida no templo e depois dada a todos os que participam).
Durante todo esse dia e essa noite, Shiva, que significa auspiciosidade, é lembrado. Não só Ele, mas o que Ele representa: a dedicação total à chamada vida espiritual e à busca do conhecimento; a destruição completa da ignorância e quaisquer obstáculos que possam existir; a dissolução do devoto no altar da devoção, na chama do conhecimento da identidade da natureza de ambos. O devoto de Shiva alcança o bem absoluto que é Ele mesmo.

sábado, 18 de dezembro de 2010

“Arte do Criador através do homem de conhecimento e compaixão" - Jin Shin Jyutsu, Fisio-Filosofia.

Jyutsu = Arte
Shin
= Criador
Jin
= Homem de conhecimento e compaixão

O Jin Shin Jyutsu, Fisio-Filosofia, é uma arte de harmonização do corpo, mente e espírito por meio de toques, em áreas do corpo que concentram a energia vital.
Essa prática foi desenvolvida através dos estudos do Mestre Jiro Murai, no Japão, no início do século XX, e tem como princípio aproveitar a capacidade inerente a todos seres humanos, sem exceção, de gerar a própria harmonia física, mental e emocional e, assim, manter a saúde.
Nem sempre estamos conscientes deste nosso poder essencial e, ao ativá-lo, é possível restaurar a força vital e ficar menos vulnerável às doenças e aos efeitos do estresse.
As sessões de Jin Shin Jyutsu duram aproximadamente uma hora. Os toques são suaves, realizados sobre a roupa, e não envolvem manipulação de músculos ou uso de qualquer substância.
Existem 26 áreas no corpo, chamadas de Travas de Segurança da Energia estando as mesmas localizadas ao longo dos caminhos que distribuem vida pelo corpo. Ao serem tocadas duas a duas, seguindo diversas combinações, restauram o equilíbrio dos fluxos vitais no corpo, na mente e no espírito.
O Jin Shin Jyutsu é indicado como tratamento complementar em casos agudos e crônicos. Este tratamento atua no alívio de dores, desconfortos e disfunções físicas, sobrecargas emocionais e falta de clareza mental. Além disso, o Jin Shin Jyutsu é uma Fisio-Filosofia, pois nos permite conhecer a essência da natureza humana, ensinando a perceber, compreender e transformar a nossa realidade de forma natural, sem esforço. Com a prática desta arte podemos reconhecer a sabedoria do corpo e da vida, entender suas mensagens e utilizá-las para gerar harmonia e saúde.
Através do Jin Shin Jyutsu despertamos nossa consciência, confiança e entusiasmo para nos entregar ao fluxo da vida com seus muitos e constantes processos de transformação.

Experimente!
Espaço Gallery, Av. Guilherme Dumont Villares, 1481. Morumbi.
tel:(11) 2476-9847
2476-9837

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Anna Yoga - Chandogya Upanishad

Anna, em sânscrito, significa "alimento".
O Yoga da alimentação abrange todos os aspectos do ato de nos nutrirmos.
Alimentamo-nos diariamente, quase que sem exceção: então porque não aproveitar esse tempo para o desenvolvimento da consciência e saúde?
Essa é a proposta do Anna Yoga.

¨Na comida pura há uma consciência pura.
Numa natureza pura existe a fixação firme da memória e numa memória firme há a libertação de todos os vínculos.¨
- Chandogya Upanishad.

Alimentos crus - Conceição Trucom

Fonte:
Palestra apresentada pelo Dr. Ernst Bauer durante o Congresso de Vegetarianismo em Widnau – Suíça - 1999

Tenho 85 anos. Exerço a medicina há 20 anos em Arosa, na Suíça.
Meu pai era médico rural e conheci os limites da medicina convencional convivendo com doenças crônicas já na minha juventude. De constituição bastante frágil, procurava ampliar as possibilidades da medicina convencional com métodos alternativos.
Hoje, considero alimentação e jejum os mais importantes.
O famoso médico suíço, Dr. Marx Bircher-Benner (1867-1993), ouviu falar dos incríveis efeitos da alimentação crua. Experimentou e ficou perplexo com o resultado. Naquela época, todas as crianças com doença abdominal morriam. A clínica pediátrica do Hospital Universitário de Zurique encaminhou quatro crianças ao Dr. Bircher-Benner. Retornaram curadas.
Sua alimentação consistia, principalmente, de bananas frescas, depois substituídas por maçãs frescas, com o mesmo resultado. Também as crianças diabéticas foram beneficiadas com uma dieta exclusiva de frutas frescas.
O Dr. Bircher-Benner apresentou ao Dr. Joseph Evers, na Alemanha, três pacientes que ficaram livres de esclerose múltipla, uma doença considerada incurável. O Dr. Evers começou, então, a tratar pacientes portadores de esclerose múltipla e outras doenças consideradas incuráveis, com resultados surpreendentes.
Em reunião da Associação Alemã de Neurologia, o Dr. Evers apresentou suas radiografias e a estatística, mostrando que - ao iniciar a alimentação com frutas e verduras frescas dentro do período de um ano após o aparecimento dos sintomas - 94% dos portadores de esclerose múltipla ficavam curados.
O Dr. Evers, falecido em 1975, não utilizava medicamentos, somente alimentação. Em seu livro "Warum Evers-Diät?" (Porque a dieta Evers?), ele afirma:
"O sucesso é a melhor prova de que uma teoria está correta".
O Dr. Honekamp, diretor clínico de uma clínica psiquiátrica alemã, documentou, em seu livro sobre a cura de doenças mentais com produtos naturais, como conseguiu curar pela alimentação crua, com poucas exceções, os pacientes internados em sua clínica. Entretanto ele mostrou que a esquizofrenia crônica só pôde ser curada após quatro anos.
Tudo foi esquecido até recentemente, quando o físico Fritz Popp descobriu que os nutrientes vivos irradiam fótons. Essas pequenas partículas de luz aparentemente protegem o sistema imunológico e destroem células cancerígenas.
Quando aquecemos os alimentos vivos, a irradiação se torna muito forte e depois cessa - os alimentos estão mortos. No livro "Biologie des Lichts" (Biologia da luz), publicado em 1984, ele descreve os princípios da irradiação extremamente fraca das células.
Uma enfermeira do Hospital da Universidade de Zurique estava morrendo. Anos antes haviam-lhe retirado um tumor maligno da mama. Mais tarde apareceram metástases no fígado. Quando o tumor reapareceu por uma terceira vez após duas quimioterapias, acreditavam que nada mais poderia ser feito. Era Natal e seus amigos vieram despedir-se dela. Uma amiga lhe falou da alimentação crua e logo trouxe frutas e hortaliças frescas. No dia seguinte a enfermeira já pôde deixar a alta dose de morfina que estava tomando contra as dores, e se levantar. E a cada dia passou a ficar de pé por mais tempo.
Como podemos explicar este feito imediato sobre tumores malignos?
A pesquisadora em oncologia, Virginia Livingston, de San Diego, EUA, descreveu em seu livro "The conquest of Cancer" (A conquista do câncer) que os alimentos vivos, as frutas e as hortaliças contém um ácido, um subproduto da vitamina A, que também é produzido no fígado. Essa substância freia o câncer, mas é sensível ao calor. Cenouras cozidas no vapor só contém 1% a 2% da quantidade do ácido que as cenouras cruas contém.
Recomendo aos pacientes em minha clínica; eu mesmo me alimento desta forma:
1. Comer apenas o que nasce na natureza;
2. Disso, só comer aquilo que temos vontade, apenas na quantidade que o corpo pede e quando sentimos fome;
3. Consumir os alimentos assim como a natureza nos oferece, sem misturar, sem temperos, sem aquecer.
Sempre que possível, comer os alimentos isentos de agrotóxicos e adubos químicos.
Como podemos saber se uma fruta é saudável ou prejudicial?
Só nosso instinto pode nos dizer isso.
Cada ser vivo tem sua voz interior, inclusive as bactérias e os vírus.
O ser humano é o único ser vivo que não segue sua voz interior.
Nós nos achamos superiores, porém, se não seguimos esta voz, surge o vício.
O adulto é viciado no fumo, em alimentos desnaturados, cozidos, etc.
Após um jejum, estes vícios desaparecem. O instinto, a voz interior, ressurgem de volta como em um recém nascido.
Ao comermos alimentos cozidos, ocorre um aumento de glóbulos brancos após a refeição - como se tivéssemos ingerido algo agressivo. Nosso sistema imunológico, neste caso, está ocupado de manhã até à noite, enfrentando os tóxicos que introduzimos com a alimentação aquecida, em vez de se defender contra os germes e destruir células cancerígenas.
Ao dar alimentação cozida para animais selvagens saudáveis como fizeram Mac Carrison na Inglaterra e o Prof. Kollath na Alemanha, primeiro eles tornam-se agressivos e depois adoecem com as doenças da civilização moderna e morrem.
Se acrescentarmos vitaminas sintéticas, eles morrem alguns dias mais tarde. Entretanto, se os colocarmos em liberdade para que voltem a se nutrir de alimentos vivos, seguindo o seu instinto, eles se recuperam.

Comentário final de Conceição Trucom:
Logicamente, existem casos onde o corpo físico já está tão desestruturado que uma indicação radical é condição urgente de sobrevivência.
Porém, em condição de prevenção, sempre podemos encontrar um meio termo entre a alimentação 100% crua e a alimentação moderna, que é super industrializada, aditivada e distante do natural.
Este meio termo chama-se Alimentação Desintoxicante, que faz uso de sucos desintoxicantes, preparados a partir de alimentos crus, frescos e plenos de vitalidade. Também existem os lanches (ou sobremesas) e sopas desintoxicantes que sempre podem nos ajudar neste caminho do meio.
A Alimentação Desintoxicante está baseada num conjunto de práticas terapêuticas diárias, que começam com os sucos desintoxicantes, mas que devem ser integrados com os exercícios divinos de cura (Divine Healing Meditation), técnicas simples de respiração e meditação (No Mind) e até a antiga oração do perdão dos kahunas.
A sabedoria não está no radicalismo, mas na flexibilidade com discernimento e bom senso.



Conceição Trucom é química, cientista e escritora sobre temas voltados para a Alimentação Consciente, Meditação e autoconhecimento.
www.docelimao.com.br

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Yajur Veda; XXXIV:2-5

A mente vai para longe quando a pessoa está acordada ou dormindo.
Vagueia muito longe e é a luz das luzes.
Que a mente tenha pensamentos elevados.
A mente é um instrumento único e sagrado,
presente em todos,
e que o sábio usa para seus atos nobres.
Que ela tenha pensamentos elevados.
A mente possui as faculdades de cognição e fixação.
É a luz imortal.
Nada pode fazer-se sem a mente.
Que ela tenha pensamentos elevados.
A mente abrange o passado, o presente e o futuro
e guia as ações.

Que ela tenha pensamentos elevados.