¨Se eu pudesse deixar algum presente a você...
Deixaria para você,
se pudesse,
o respeito àquilo que é indispensável...
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.¨

Gandhi

Ganesha Gam Ganesha Gam Ganesha Gam...

Ganesha Gam Ganesha Gam Ganesha Gam...

ÔMMMMMMMMMMMMMM

ÔMMMMMMMMMMMMMM
Yoga é uma prática milenar, um caminho em direção a essência do ser, que nos ensina a reconhecer a experiência de existir plenamente, com boa saúde física, mental e espiritual, sempre em sintonia com a dança da vida.

São Paulo, S.P., Brazil
Marcynha talvez retrate melhor o meu metro e meio de altura. Fui Marcynha desde sempre, nas escolas onde estudei, na faculdade de enfermagem que não concluí, na faculdade de psicologia onde me formei (FMU - 1994), na especialização em Terapia Cognitiva Construtivista da UNIP em 95... Inquieta, sempre buscando novidades, querendo um algo mais... Em 1996 atrás de um novo caminho na psicologia encontrei o caminho do Yoga, um caminho muito além da psicologia, muito além da profissão, um caminho para experimentar a vida! Foi no Yoga que me re descobri, psicóloga por herança familiar e professora de Yoga (desde 1998) por uma escolha que veio do coração. Yam...Yam...Yam... Posso até dizer que meu sobrenome foi uma pista, em sua sonoridade, para que eu ouvisse meu coração. No Yoga encontrei o caminho que me inspira viver e compreender a experiência dessa existência humana.

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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

QUE HAJA TRANSFORMAÇÃO E QUE ELA COMEÇE COMIGO - Natasha

Sigo a minha vida como quem viaja e cuida de um lindo e amplo território.Nele há flores,frutos,árvores e plantas todas magníficas e belas; e formosos e amistosos animais,além disso há dias de sol,céu estrelado, e chuvas benfazejas...Há princípio acreditei que isso fosse eterno e único,mas depois aprendi, com a experiência, que nesse local também existem espinhos,frutos venenosos,galhos secos,mato irregular e animais selvagens e famigerados,bem como dias nublados,noites escuras, e tempestades destruidoras,sem contar que a beleza de hoje após um tempo já havia fenecido e aquele lindo nascer e pôr de sol,que me parecia inigualável,embora permanecendo em meu coração,amanhã poderia dar lugar à outro mais deslumbrante.Depois de pensar muito sobre isso,claro que não sem um profundo sentimento de tristeza e desapontamento,cheguei a conclusão da impermanência e da interdependência de todas as coisas e descobri que aquilo que parecia só pernicioso e letal, nesse ambiente, estava ali para ajudá-lo desde que o viajante soubesse,com maestria,a utilizar essas condições a seu favor.Hoje continuo a admirar as flores a saborear os frutos a contemplar o céu estrelado e admirar os animais amistosos,mas sei que espinhos e cardos,tempestades, céu nublado e animais selvagens fazem parte desse ecossistema,assim como a morte e o nascimento de belas espécimes são a realidade intrínseca da existência.Por isso atualmente aceito aquelas coisas que tem que ser aceitas,mas podem ter certeza que com sabedoria, sei exorcizar as bestas,purificar os venenos,e usar os restos vegetais e animais para adubar esse lugar.Só tenho compaixão de quem ainda não compreendeu e se deu conta desse fato.Sendo assim, a quantidade de material putrefato e desarmônico colocado nesse ambiente é igual,através da transmutação,à velocidade do aumento da sua beleza..........All things must pass...

terça-feira, 20 de julho de 2010

A PEDRA - Antonio Pereira

A Pedra...
O distraído nela tropeçou.
O bruto a usou como projétil.
O empreendedor, utilizando-a, construiu.
O camponês, cansado da lida, dela fez assento.
Para meninos, foi brinquedo.
Drummond a poetizou.
Deus a tornou Fundamental e Angular.
Já Davi, matou Golias.
E dela, Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...
Em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento, independe o tamanho das "pedras" no decorrer de sua vida.
Não existirá uma "pedra" sequer que você não possa aproveitar para o seu crescimento espiritual.
Quanto à sua "pedra" atual (ou "pedras"), tenho certeza de que Deus lhe dará sabedoria e escape para, mais tarde, quando você olhar para trás, ter regozijo e alegria pela maravilhosa experiência que tal "pedra" causou em sua vida...E pela contribuição ao seu crescimento espiritual, que coloca não só você, mas a todos nós mais perto do Pai.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Hatha Yoga

Yoga é uma filosofia e prática de vida milenar, de origem indiana, e como tal, simbologias, sons, gestos e posturas têm seu significado na busca da união com a realidade oculta dentro de nós e no universo divino que nos rodeia.
O Hatha-Yoga talvez seja o sistema mais conhecido e praticado no Ocidente e envolve a prática de posturas físicas, conhecidas como ásanas e técnicas respiratórias especiais, chamadas de pranayamas.
Hatha Yoga significa yoga do sol e da lua; ha significando o Sol e tha, a Lua, como forma de simbolizar os 2 pólos positivo e negativo, opostos e complementares, constituintes de tudo que existe no Universo. A corrente energética ha é estimulante, ligada ao sistema nervoso simpático e tha, sedante, ligada ao sistema nervoso parassimpático; através da prática estas e correntes fluem de forma harmônica, garantindo o equilíbrio e a saúde.
A prática regular purifica o corpo e o afeta energeticamente equilibrando o sistema nervoso e endócrino, vitalizando os órgãos, combate à impotência sexual, combate à prisão de ventre e flatulência, promove aumento da irrigação sanguínea, mantém e aumenta a flexibilidade e elasticidades dos tecidos, mantém e melhora a contratilidade muscular, promove alongamento, e reduz as tensões e contraturas musculares. Mentalmente, promove concentração, equilíbrio, tranqüilidade e autoconhecimento, beneficiando corpo, mente e espírito.
Como qualquer prática, pode ser fácil para uns ou intenso para outros, produz efeitos sensíveis, que se traduzem por uma mudança de atitude e uma disposição mais ampla e mais equilibrada para todas as coisas, independente de idade ou preparo físico.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

SILÊNCIO - o maior do mestres

Aprende com o silêncio a ouvir os sons interiores da sua alma, a calar-se nas discussões e assim evitar tragédias e desafetos...
Aprende com o silêncio a aceitar alguns fatos que você provocou, a ser humilde deixando o orgulho gritar lá fora, evitar reclamações vazias e sem sentido...
Aprende com o silêncio a reparar nas coisas mais simples, valorizar o que é belo, ouvir o que faz algum sentido...
Aprende com o silêncio que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores.
Aprende com o silêncio que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo.
Aprende com o silêncio que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e voltar, os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar, como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo, complete a sua tarefa.
Aprende com o silêncio a respeitar a sua vida, valorizar o seu dia, enxergar em você as qualidades que você possui, equilibrar os defeitos que você tem e sabe que precisa corrigir e enxergar aqueles que você ainda não descobriu.
Aprende com o silêncio a relaxar, mesmo no pior trânsito, na maior das cobranças, na briga mais acalorada, na discussão entre familiares...
Aprende com o silêncio a respeitar o seu "eu", a valorizar o ser humano que você é, a respeitar o Templo que é o seu corpo, e o Santuário que é a sua vida.
Aprende hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que muito falar...
Na natureza tudo acontece com poder e silêncio, com um silêncio poderoso; por vezes, o silêncio é confundido com fraqueza, apatia ou indiferença.
Pensa-se que a pessoa portadora dessa virtude está impedida de reclamar seus direitos e deve tolerar com passividade todos os abusos.
Acredita-se que o silêncio não combina com o poder, pois este tem se confundido com prepotência e violência.
O Sol nasce e se põe em profunda quietude; move gigantescos sistemas planetários, mas penetra suavemente pela vidraça de uma janela sem a quebrar, acaricia as pétalas de uma rosa sem a ferir, e beija as faces de uma criança adormecida sem a acordar; aí uma vez vamos encontrar na natureza lições preciosas a nos dizer que o verdadeiro poder anda de mãos dadas com a quietude.
As estrelas e galáxias descrevem as suas órbitas com estupenda velocidade pelas vias inexploradas do cosmos, mas nunca deram sinal da sua presença pelo mais leve ruído.
O oxigênio, poderoso mantenedor da vida, penetra em nossos pulmões, circula discreto pelo nosso corpo, e nem lhe notamos a presença.
A luz, a vida e o espírito, os maiores poderes do universo, atuam com a suavidade de uma aparente ausência.
Como nos domínios da natureza, o verdadeiro poder do homem não consiste em atos de violência física, quando um homem conquista o verdadeiro poder, toda a antiga violência acaba em benevolência. A violência é sinal de fraqueza, a benevolência é indício de poder.Os grandes mestres sabem ser severos e rigorosos sem renegarem a mais perfeita quietude e benevolência.
Deus, que é o supremo poder, age com tamanha quietude que a maioria dos homens nem percebem a Sua ação.
Essa poderosa força, na qual todos estamos mergulhados, mantém o Universo em movimento, faz pulsar o coração dos pássaros, dos bandidos e dos homens de bem, na mais perfeita leveza. Até mesmo a morte, chega de mansinho e, como hábil cirurgiã, rompe os laços que prendem a alma ao corpo, libertando-a do cativeiro físico.
O verdadeiro poder chega: sem ruído, sem alarde e sem violência.
Sempre que a palavra poder lhe vier à mente, lembre-se do Sol que nasce e se põe em profunda quietude; move gigantescos sistemas planetários, mas penetra suavemente pela vidraça de uma janela e você só sabe pelo calorzinho que ele proporciona.
Acarinha as pétalas de uma flor sem a ferir, beija as faces de uma criança adormecida sem a acordar...
Bem aventurados os mansos, porque eles possuirão a Terra.
Boa terra em teus pés, água o bastante em tua semente, bom vento para o teu sopro, fogo em teu coração e muito amor em teu ser. O êxito ou o fracasso de sua vida não depende de quanta força você põe em uma tentativa, mas da persistência no que fizer.
Em respeito a você, eu me calo.
Silencio para que você possa ouvir o seu interior a falar...
E desejar-lhe uma vida vitoriosa!

RELAÇÃO por Dráuzio Varella

Para que serve uma relação?
Qual a definição mais simples e exata sobre o sentido de mantermos uma relação?
Uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil.
Vou dar continuidade a esta afirmação porque o assunto é bom, e merece ser desenvolvido. Algumas pessoas mantém relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça. Todos fadados à frustração.
Uma armadilha.
Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.
Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo, enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio, sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada uma pessoa bonita a seu modo.
Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.
Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro, quando o cobertor cair.
Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.

terça-feira, 25 de maio de 2010

SHARING... from Andie

Recebi esse e-mail de uma aluna e achei importante dividir...Principalmente, pq é sempre um carinho que recebo das pessoas. E carinho é o que devemos alimentar nas almas que compartilham a experiência de estar vivo.

Hi Marcia,
I write a fitness blog and thought that you would be interested in what I wrote this week-since you are the catalyst for my LOVE OF YOGA
See you tonight!
Andie

Week 17-The power of yoga

I have been in a relationship with yoga for about a year now. Like every new affair we have had our ups and downs, but luckily we are really starting to get to know each other. This bond that we have built has been a wonderful addition to my exercise routine. It has been fascinating for me to be able to go beyond the intellectual mind and enter my spiritual heart and be able to identify with my inner self. Yoga has given me an avenue to feel an expansion of consciousness. When I practice yoga often, I feel more inner peace and joy, not to mention that I am able to be a more devoted, tender, balanced, loving mother, wife and friend. My stress seems to slip off me like butter on hot veggies, rather than staying with me day in and day out. I believe that happiness is self generated, but I will take all the help I can get and having yoga in my life, gives me happiness!
The reason for this is that practicing yoga increases levels of serotonin production which influences mood and behaviour. Practicing yoga and meditation is much more that a spiritual connection, it has a wealth of health benefits as well. Yoga increases blood flow, decreases muscle tension, decreases PMS and enhances the immune system. Yoga also increases the ability to concentrate and by strengthening the mind, it is under your control and is able to provide effective guidance to the physical body.
A good friend of mine once said “Yoga is more than stretching the body- it is enlightenment through movement. “ To me, yoga is a journey that offers continual opportunities for growth. By challenging yourself with different approaches you stay present and creative. I hope that you too will start a relationship with yoga, you will not regret the inner peace and joy it brings.
¨True inner joy is self - created.
It does not depend on outer circumstances.
A river is flowing in and through you carrying the message of joy.
This divine joy is the sole purpose of life.¨

From: Wings of Joy by Sri Chinmoy

quarta-feira, 12 de maio de 2010

AS ESCOLHAS DE UMA VIDA - Martha Medeiros

A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: “Nós somos a soma das nossas decisões”.
Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu.
Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.
Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar “minha vida”.
Não é tarefa fácil.
No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura.
Se é a psicologia que se almeja, pouco tempo sobrará para fazer o curso de odontologia. Não se pode ter tudo.
No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances.
Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços. Escolha.
Morar em Londres ou numa chácara? Ter filhos ou não? Posar nua ou ralar atrás de um balcão? Correr de kart ou entrar para um convento?
Fumar e beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado, viver de poesia e dormir em hotel 5 estrelas. No way.
Por isso é tão importante o autoconhecimento.
Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos.
Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é.
Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: ninguém é o mesmo para sempre.
Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido.
A estrada é longa e o tempo é curto.
Quanto menos a gente errar, melhor.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

quinta-feira, 6 de maio de 2010

YOGA MANIFESTO

There will be no correct clothes
There will be no proper payment
There will be no right answers
No glorified teachers
No ego no script
No pedestals
No you´re not good enough, or rich enough

This yoga is for everyone

This sweating and breathing and becoming
This knowing, glowing, feeling...
Is for the big, small, weak, and strong
Able and crazy brothers, sisters, grandmothers...
The mighty and meek
Bones that creak
Those who seek
This power is for everyone
Yoga to the people
All bodies rise

Chico Xavier

Nós podemos morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.
Nós podemos dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
Nós podemos olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...
TUDO BEM...
O que não podemos mesmo, nunca, de jeito nenhum...
É amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.
Assim, corremos o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.
Compreenda...
Nasceste no lar que precisavas, vestes o corpo físico que mereces.
Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste, espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes, amigos são as almas que atraíste, com tua própria afinidade; portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes...
São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivêncial.
Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta, busca o bem e viverás melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora a fazer um novo fim.
Benção do Chico.

LUZ!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O AVESSO DA VIDA ATUAL

Li esse texto, ¨A ERA DA CORRERIA¨ há mais ou menos um ano atrás...É chocante a maneira como retiramos vida das nossas vidas em favor dos tempos modernos!
O autor, George Denis Patrick Carlin foi um comediante, ator e autor norte-americano, pioneiro no humor de crítica social e que até meados da década de 1960, mantinha imagem tradicional, depois decidiu deixar crescer o cabelo e a barba, tornando-se um ícone da contracultura. Crítico acérrimo das religiões, ateu convicto, principalmente do sentido da culpa e do controle social, defendia valores seculares.

"Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva esta carta a você e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplismente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre. Lembre-se de dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo se quer.
Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e ás pessoas que ama, mas em primeiro lugar, se ame...Se ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vem de lá de dentro.
Por isso valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre."

terça-feira, 27 de abril de 2010

MUDRA

Mudrā (Sânscrito, मुद्रा, literalmente "selo"; 印相 inzō em Japonês) é um termo que tem diversas conotações de acordo com o seu uso, significando gesto no Yôga, budismo e na dança indiana.
Os mudrás, como gestos, a cada dia são mais numerosos e vão se incorporando ao folclore e ao inconsciente coletivo de diversas civilizações. Finalmente, os mudrás são também usados em algumas artes marciais.
No Yôga, um dos seis pontos de vista do hinduísmo, os mudrás são um gestos simbólicos feito com as mãos, significando literalmente gesto, selo ou senha, utilizados para penetrar em determinados setores do inconsciente coletivo, conectando o praticante às origens de sua linhagem de Yôga.
Provém da raiz mud, alegrar-se, gostar. Deve ser pronunciado sempre com o “a” tônico, e é palavra do gênero masculino (O Mudrá). Em alguns livros, aparece traduzido como símbolo, mas tal tradução não é correta, uma vez que símbolo, em sânscrito, corresponde à palavra Yantra.
No budismo está sempre relacionado a um Mantra e um Mandala. Juntos eles formam os três segredos do universo, pensamento, verbo e ação (jap. Sanmitsu).

O mudra também é usado nas antigas formas de danças clássicas como o Bharatanatyam e o Kuchipudi, originario do Natya Shastra escrito pelo sábio Bharata a cerca de 4.000 a.C., onde a sequência de gestos é usada simbolicamente para contar uma história.
Quando usados em dança indiana, os Mudras frequentemente são chamados de Hastas, termo sânscrito para "mãos".
No hinduísmo as pinturas e esculturas, ao personificar uma divinade, são complementadas sempre com asanas e mudras, sendo os mudras um componente essencial de caracterização da divindade e o que ela representa.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O SONHO DO SULTÃO - Satya

Certa vez um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes.
Ele acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse seu sonho.
- Que desgraça, senhor! - exclamou o sábio - cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade!
- Mas que insolente! - gritou o sultão - Como se atreve a dizer tal coisa?!
O sultão chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas.
Ordenou, em seguida, que chamassem outro sábio, para interpretar o mesmo sonho.
O novo sábio disse:
- Senhor, uma grande felicidade vos está reservada!!! O sonho indica que irá viver mais que todos os vossos parentes!
A fisionomia do sultão iluminou-se e ele mandou dar cem moedas ao sábio.
Quando este saía do palácio, um cortesão perguntou:
- Como é possível? A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega e, no entanto, ele levou chicotadas e você moedas de ouro...
- Lembre-se sempre, amigo, tudo depende da maneira de dizer as coisas. E esse é um dos grandes desafios da humanidade! É daí que vem a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra. A verdade sempre deve ser dita, não resta a menor dúvida, mas a forma como ela é dita é que faz toda a diferença.

VEGETARIANISMO - Osho

Meus discípulos são vegetarianos não como um culto, não como uma crença, mas porque suas meditações os tornam mais humanos, mais do coração, e eles podem perceber toda a estupidez que é matar seres sensíveis para comer. É a sensibilidade deles, a consciência estética que os tornam vegetarianos.Não ensino o vegetarianismo, pois ele é um sub-produto da meditação. Sempre que a meditação aconteceu, as pessoas se tornaram vegetarianas, sempre, por milhares de anos.
O vegetarianismo não é minha filosofia, mas simplesmente um sub-produto. Não insisto nele, mas insisto na meditação. Para mim, a meditação é a única religião essencial, e tudo o que segue é virtude, pois vem espontaneamente. Não tenho nada com o vegetarianismo, mas sei que, se você meditar, crescerá em você nova perceptividade e sensibilidade e você não poderá contribuir com a morte de animais.

Vocês cresceram em famílias que não se preocupavam com o que vocês comiam. Desde o começo, tudo o que lhes era dado, vocês aceitavam. Vocês se acostumaram com isso.
A preocupação de Mahavira e de Gautama Buda era a de que o ser humano não deveria comer apenas para viver; ele deveria comer para crescer em uma consciência mais pura. As duas coisas não podem coexistir: você estar se tornando mais e mais consciente e não estar nem mesmo consciente do que está fazendo, e apenas para satisfazer o paladar, o que é impossível sem matar. Você pode se alimentar de comidas vegetarianas deliciosas; então, comer carne é absolutamente desnecessário, um hábito apodrecido do passado.
Quando a mente começa a mudar, o estômago começa a mudar. Esta é minha observação, que as pessoas que meditam terão de chegar ao momento em que seus estômagos terão de ser reajustados.
O vegetarianismo nada mais é do que um sub-produto da meditação profunda. Se uma pessoa segue meditando, aos poucos perceberá que é impossível comer carne.
A contribuição de Pitágoras à filosofia ocidental é imensa, incalculável. Pela primeira vez, ele introduziu o vegetarianismo ao Ocidente. A idéia do vegetarianismo é de imenso valor; ela está baseada na grande reverência à vida. A mente moderna pode agora entender isso de uma maneira muito melhor, pois agora sabemos que todas as formas de vida estão interligadas, são interdependentes. O ser humano não é uma ilha, ele existe em uma rede infinita de milhões de formas de vida e de existência. Existimos em uma corrente, não estamos separados. E destruir outros animais não é apenas feio e desumano, mas também não-científico. Estamos destruindo nossa própria fundação, já que a vida existe em uma unidade orgânica. O ser humano existe como parte dessa orquestra.
O que você come, você se torna.
Se você come algo que esteja fundamentalmente baseado em assassinato, em violência, não pode se elevar acima da lei da necessidade. Você se tornará mais ou menos um animal. O humano nasce quando você começa a se mover acima dos animais, quando começa a fazer algo a si mesmo que nenhum animal pode fazer.
O vegetarianismo é um esforço consciente, um esforço deliberado. Quanto mais leve a comida, mais profunda será a meditação. Quanto mais grosseira a comida, então a meditação se torna mais e mais difícil. Não estou dizendo que a meditação é impossível para um não-vegetariano; ela não é impossível, mas é desnecessariamente difícil.O vegetarianismo é de imensa ajuda, ele muda a sua química. Quando um animal é morto, ele está com raiva, com medo, naturalmente. Quando você mata um animal...Pense em você sendo morto.
Qual será o estado de sua consciência? Qual será sua psicologia?
Todos os tipos de veneno serão liberados em seu corpo, pois, quando está com raiva, um certo tipo de toxina é liberada em seu sangue. Quando você está com medo, de novo outros tipos de toxinas serão liberadas em seu sangue. E, quando você está sendo assassinado, esses são o medo e a raiva supremos. Todas as glândulas de seu corpo liberam todos os seus venenos.
Quando você vê um animal, se a idéia de irmandade não lhe surgir, você não sabe o que é prece, nunca saberá o que é prece. E é tão feia a própria idéia de que apenas por comida, apenas pelo paladar, você pode destruir a vida. É impossível acreditar que o ser humano siga fazendo isso. É inacreditável que um ser humano de sensibilidade, de consciência, de compreensão e de amor possa comer carne. E, se ele puder comer carne, então algo está faltando; em alguma dimensão ele ainda está inconsciente do que está fazendo, inconsciente das implicações de seus atos.
Você terá que observar toda a sua vida, terá que observar cada pequeno hábito em detalhe, pois, algumas vezes, algo muito pequeno pode mudar toda a sua vida. Algumas vezes pode ser algo muito simples, e ele pode mudar a sua vida tão totalmente que parece inacreditável.
O vegetarianismo é uma mudança alquímica em você, ele cria o espaço no qual o metal básico pode ser transformado em ouro.

segunda-feira, 15 de março de 2010

¨YOGA É PERFEIÇÃO NA AÇÃO¨

Quando se chega a brincar com o corpo dessa forma, é certo que se fala em perfeição!
Babe e se acabe de rir também.

quarta-feira, 10 de março de 2010

O UNO NO DIVERSO (Amanda Nogueira - Jornalista, praticante de Ashtanga Vinyasa Yoga)

¨Se eu pudesse deixar algum presente a você...
...Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável
Além do pão, o trabalho
Além do trabalho, a ação
E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.¨


Gandhi

Este vem sendo o meu maior questionamento. Como encontrar as repostas dentro de nós mesmos se ainda não nos conhecemos? Tenho certeza que dentro de cada um surge em alguns momentos da vida essa dúvida: O que somos? Será que estamos realmente no caminho certo? Um pouco de introspecção apenas, já faz um bem enorme pra nós e pra todos que nos cercam. Parar um pouco para refletir sobre nós mesmos, nosso papel no Universo, no planeta, na família é de extrema importância para recuperarmos o verdadeiro eu. Falo da mesma “Verdade” que todas as religiões falam: a re-conexão com a nossa parte Divina. Mas onde está essa parte Divina? Se for divino deve ser perfeito e nós não estamos num estado perfeito de saúde física, mental e espiritual.
Mas infelizmente, esse estado geral de perfeição parece ser tão distante da realidade de muita gente! A desculpa? Falta de tempo. E o tempo? O tempo continua o mesmo. O dia continua com 24 horas, o problema somos nós. Arrumamos coisas demais para ocupar estas 24 horas. Sobrou pouco tempo mesmo para se observar, comer bem, meditar, ficar em silêncio sem fazer nada. Sobrou menos tempo ainda para presenciar os fenômenos da natureza como o nascer e o pôr-do-sol. Sobrou pouco tempo para brincar com os filhos, dar atenção aos mais velhos, quem dirá para ajudar o próximo. Mas não vamos nos aprofundar muito nesse ponto, já que o propósito aqui é o mergulho em nós mesmos e a partir do momento que criarmos espaço para isso, tudo muda.
As medicinas orientais (que são milenares) dizem que tudo tem conexão com tudo. Uma auto-análise diária pode verificar o estado do seu corpo e te dar uma prévia de como serão os dias, como está a sua vida como um todo. Verificar a pele, o brilho e a vitalidade. Dar atenção aos seus eventos fisiológicos, analisar a sua disposição, detectar as suas ondas de humor do amanhecer ao anoitecer, detectar os padrões de pensamentos e ações que você tem. Escolher o que você come e sentir o seu ritmo, perceber o seu tipo de vibração, toda essa anamnese faz parte de um contexto que determinará o seu estado geral e é de extrema importância saber como você está para entender quem você é. Esse é o início de um dos caminhos que o podem levar a alcançar a Plenitude.
O segredo da boa saúde física, mental e espiritual é saber lidar com o próprio corpo. Práticas diárias, que descrevo aqui, não são de natureza exotérica e sim hábitos de extrema importância para o funcionamento adequado do nosso corpo. Entrar em contato com nossa natureza é algo muito valioso. É surpreendente e você se pergunta “como eu vivia sem isso!
Perdemos a sintonia com nós mesmos. Perdemos a conexão com a nossa natureza. A expressão Natureza vem do latim: natura, naturam, naturea ou naturae, aplica-se a tudo aquilo que tem como característica fundamental o fato de ser natural. Não sabemos nada sobre o funcionamento natural do nosso corpo, não temos noção dos processos químicos que ocorrem. Desconectamo-nos da natureza externa também. Que bicho é esse que somos, ou seja, nem bicho e nem Divino. Somos o quê então?
Acordar antes do amanhecer é o grande segredo para que você sintonize-se com o seu corpo e mente e aproveite poderosos eventos químicos e elétricos que acontecem todos os dias. O nascer do sol nos deixa mais calmos, lúcidos, centrados, com muita energia e uma vitalidade surpreendente.
Na qualidade de jornalista (meu dever é informar) e praticante de Yoga (meu dever é vivenciar o meu Eu) digo que esse conhecimento preenche a lacuna de profissional e praticante e me sinto no dever de passar adiante algo que pode ajudar as pessoas a curar a maior parte de seus problemas. E não há segredo ou dificuldades, apenas uma disposição para voltar a ser natural e normal. É se permitir enxergar que a vida pode ser simples, boa e muito saudável. É apenas encontrar a porta para nos redescobrir. E a chave para esta porta chama-se DISCIPLINA.
A Disciplina é uma palavra que tem a mesma etimologia da palavra "discípulo", que significa "aquele que segue". E “aquele que segue”, segue porque recebeu “O Chamado”, uma inquietação interna que se mescla com sensações de questionamentos profundos, euforia e amor. É uma convocação que provoca transformações na estrutura da nossa consciência refinando a qualidade do nosso olhar. E esse olhar, totalmente desnudo, consegue nos guiar em direção ao nosso Dharma. Entramos então no caminho que é individual, mas reflete na vida como um todo e reverbera planeta afora. Como disse Krishnamurti sobre a inter-relação das coisas, proclamando “eu sou o mundo”. E no meio de tantas transformações, com todas as portas abertas encontramos o Ser desperto, aquele que vê a unidade no que é diverso. Aquele que é Divino e se manifesta no coração (meditação: “Me dita a ação coração”). Quando esse movimento acontece, uma dança se forma, tudo flui e não há esforço algum. É como se você surfasse pela vida em ondas altas e sutis.
Entrar numa disciplina, descobrir o discípulo dentro não significa abandonar tudo, não significa fugir dos problemas. Trata-se de uma nova forma de ver, sentir e estar no mundo. Trata-se de uma recolocação de você mesmo, na mesma casa, com a mesma família, com o mesmo marido, no mesmo corpo, na mesma profissão. É enxergar que o problema vem de dentro e não está no externo. Você se desconstrói e constrói novamente de forma mais eficiente, mais viva, mais sensível ao sutil, mais quântico. A personalidade entra em sintonia com a consciência que se amplia (amplifica) e se identifica como parte da dança cósmica e assim acontece um casamento sagrado com a nossa natureza Divina.
É natural procurarmos a perfeição porque viemos em essência do Perfeito. Mas não é nada natural buscarmos a perfeição no que está manifestado externamente, em padrões totalmente equivocados, naquilo que a mídia impõe. Esta imposição de padrões está adoecendo a maior parte da população. Estabelece-se uma rotina corrida, portanto, deve-se comer muito depressa, e, produtos industrializados, mais fáceis de preparar, mais rápidos. Para comprar tudo que a mídia quer vender tem-se que trabalhar o dobro, dormir menos e descansar menos, só aos domingos, tem gente que nem isso. A mídia também vende corpos esculturais, com 8, 12% de gordura, bumbuns exuberantes, pernas musculosas. Mas pra ter um corpo assim é preciso praticamente virar seu escravo. No planeta impera hoje um sistema escravizador onde tudo deve ser superficial, artificial.
Todo o nosso caminho é um aprendizado. Faz parte da nossa experiência mundana vivenciar algumas etapas, mesmo as que são consideradas ruins. Passamos pelas imbecilidades, amarguras, raivas, invejas, aflições, impaciência. Tudo isso passa por nós. Podemos escolher entre respirar as ondas mais densas ou habitar as dimensões mais sutis que se revelam dentro do nosso ser apatir do momento em que assumimos o compromisso com valores humanos perdidos. É uma questão pura e única de mudança de olhar. E nesse mergulho intenso dentro do nosso cálice encontramos a doçura, o néctar, a nobreza, a integridade, a sutileza, o amor, e a ordem.
As ferramentas.
Aliás tudo começa com a ordem. De acordo com a medicina ayurvédica um corpo doente na verdade, está em desordem!
Ayurveda é o nome dado ao conhecimento médico na Índia há cerca de 7 mil anos, o que faz dela um dos mais antigos sistemas medicinais da humanidade. Ayurveda significa, em sânscrito, Ciência (veda) da vida (ayur). A ayurveda , assim como o Yoga, estão inseridos dentro da escola Samkhya (em sânscrito significa Razão e é uma escola filosófica essencialmente cosmogênica e antropogênica antiga ).
Um corpo em ordem é aquele que dorme de cinco a sete horas e acorda bem, sem cansaço, sem dor, o sono é tranquilo, acorda pouco durante a noite. Os intestinos funcionam todos os dias, a respiração flui, a mente tem um fluxo tranquilo. A pessoa em ordem é eficiente, presente, tem boa memória, bom humor, sabe dos seus objetivos, consegue ter bom discernimento, não adoece fácil, índice de anciedade é baixo, come quando está com fome, bebe quando está com sede, as narinas se alternam durante o dia de forma harmoniosa. Tem muita vitalidade, acorda cedo e a noite ainda está com energia. A pessoa que está em ordem consegue cultivar dentro de si e com os outros o amor, as palavras doces, o sentimento de compaixão e a misericórdia.
Já um corpo em desordem é aquele que o sono não é tranquilo, acorda cansado por mais que durma, às cinco da tarde já sente sua energia exaurida. A mente é muito dispersa, sente dores no corpo, é nervoso, irritadiço, agressivo quando é provocado, não tem vitalidade, os intestinos não funcionam com regularidade, adoecem fácil, vivem tristes, desenvolvem depressão, stress, sindrome do pânico, enxaqueca crônica, choram muito, etc.
Todas estas desordem acontecem porque as pessoas correm o dia todo mas não vão a parte alguma, procuram a satisfação fora e não dentro. Procuram o conforto na ciência e tecnologia e esquecem que a respiração consciente é confortavelmente maravilhosa e acolhedora.
Existe um fim para esses problemas ou estamos desamparados? Creio que não , muito pelo contrário, o amparo, a salvação está literalmente debaixo do nosso nariz. E é nesse ponto, o da respiração, que venho aqui apresentar-lhes apenas um pouco do vasto conhecimento existente no yoga.
O Yoga significa União, é um cálice de profundidades infinitas, mas que nos permite bebericar em sua borda, e obter uma melhora sem tamanho na nossa qualidade de vida, no nosso desempenho, na nossa vitalidade e principalmente o no autoconhecimento. Auto-confiança, fraternidade universal e contentamento são os três pilares que vão construir uma nova estrutura de vida que fortalecerá a nossa vontade de domesticar a natureza animal ainda muito forte em nós.
Muitos dizem que Yoga é o caminho mas também é o que somos em essência. Como praticante acredito que o Yoga não devia ser limitado em um nome, muito menos em ásanas e pranayamas. Yoga é Tudo, é o Todo, é o caminho de retorno pra dentro de nós mesmos. É uma filosofia de vida. Em apenas um beberico nas bordas desse conhecimento antigo encontramos em suas escrituras milenares, manuais para o despertar de manhã, a alimentação, a bebida, a massagem, o sexo, os remédios caseiros, sobre a sincronização do nosso organismo com os ciclos do cosmos que nos fez nascer, meditação, ciclos da respiração, práticas para estabilização de nossa energia, criação de um espaço dentro do nosso ser, enfim, existe um vasto material que nos ensina a como lidar com nós mesmos, como nos adequar. É fundamental, vital.
Quando Patanjali sistematizou estes métodos e chamou de Yoga, tenho certeza que sentiu receio que acontecesse o que acontece hj em dia. As pessoas o reduzem a uma simples ginástica com o corpo. Ora, se em sânscrito o termo signifia União, podemos compreender isso facilmente, apenas com um simples raciocínio: não há nada que tenha existência independente. Se observarmos, cada coisa tem elos diretos com outras coisas. O ser humano não consegue viver sem o ar. O ar existe porque a Terra em seu movimento está involta de gases, e a própria Terra existe por causa do sol, o qual, por sua vez, existe como parte da galáxia. E a galáxia como parte do macrocosmo. Por que insistimos em nos separar de tudo isso? Porque temos a mania de modular um conhecimento Uno.
Na cultura hindu (e em outras culturas antigas) a humanidade é a manifestação da mesma força primordial que fez surgir sóis e as galáxias e não é coincidência que agora a física quântica está conseguindo provar boa parte desses pensamentos que foram na verdade intuidos há milênios. A humanidade é uma extensão evoluída do Universo, uma consciência trazida para baixo e ligada à forma material.
Não quero aqui filosofar muito, nem falar dessa ou aquela escola de yoga. Venho aqui para dar testemunho do Yoga em essência. Senti a necessidade de cumprir meu papel e convidar a todos para um mergulho dentro de vocês.
Nós podemos escolher entre gerar mais Luz, e termos vitalidade e longeividade para vivenciar nossas experiências aqui neste plano ou podemos nos unir ao fluxo que desce e experimentar a inércia e a limitação total do corpo físico, acabando doentes. A pessoa que compreende a natureza das coisas se compreende, se conhece e consegue ter dentro de si um ponto, um lugar onde ele sempre encontrará a paz e o contentamento. É capaz, apartir daí, de assumir a responsabilidade pelo dsenvolvimento do seu próprio organismo e da sua própria felicidade. Verá com clareza, pelo simples fato de se observar todos os dias e observar ao amanhecer, as atividades e conhecimentos que promovem iluminação, os fluxos de pensamentos que envenenam a mente e o corpo, os hábitos e padrões de comportamentos que o levam sempre para a mesma realidade.
O Swami Shivananda diz que tudo começa quando você semeia um novo pensamento, colhe uma nova ação. Quando você semeia uma nova ação, colhe um novo hábito, quando semeia um novo hábito colhe uma nova consciência e semeado essa nova consciência você muda a sua realidade.
É isso aí, a pessoa que se permite adotar hábitos novos e bons na verdade está dando abertura para que uma nova realidade se forme em sua vida.
O amanhecer
É bem verdade que quem me ensinou a importância do estar desperto ao nascer do sol foi meu filhote de dez meses, a quem eu apelidei de “galo da madrugada”. Antes eu acreditava ser uma tremenda violência acordar às cinco da manhã. Na minha mente, eu necessitava de pelo menos oito a dez horas de sono. Com o Yoga, descobri que não sou minha mente (ela é apenas um mecanismo que comanda meu corpo) e nem sou o meu corpo (meu corpo é um invólucro que abriga minha consciência, alma e espírito). Nem mesmo a consciência, o espírito e a alma precisam descansar, então, entrei em acordo com o meu corpo e fechamos em seis horas de descanso. É o suficiente para a pineal trabalhar sossegada e todos os órgãos cumprirem suas funções. Foram necessárias algumas mudanças de hábitos para que meu corpo tivesse o máximo de descanso num prazo curto de tempo. Uma delas é alimentar-me de comida leve pela última vez até as vinte horas. A outra é entrar em sono profundo das vinte e duas até duas da manhã para que o fígado possa exercer o seu trabalho com dignidade. E nesta conversa com o corpo (apenas a tomada de consciência), refinamos o olhar e enxergamos que na verdade essa prática não é violenta e sim intensa.
A primeira sensação (densa ainda) que temos quando acordamos antes um pouco do sol nascer é de tempo maior. Temos tempo pra fazer tudo. Mas esse “tudo” tem que ser bem escolhido para não usarmos a nossa energia de maneira errônea.
O corpo humano é um organismo perfeito, criado pela consciência para dar certo e vivenciar a vida no mundo das formas e nomes. Porque as pessoas adoecem então? Porque estamos distantes de nós mesmos!
Um exemplo disso é o fato de termos duas narinas e não sabermos pra que elas servem. Se fossem usadas apenas para respirar, precisaríamos somente de uma. Na verdade temos duas narinas porque nosso cérebro é dividido em dois hemisférios (leiam Dhanwantari, do médico Harish Johari – fala sobre ayurveda e swar yoga). Nesse fato os médicos ocidentais não têm dado importância e aí a medicina oriental sai na frente.
A Swar Yoga (unificação pela respiração), uma disciplina pouco conhecida até mesmo na Índia, criou e desenvolveu uma ciência que se baseou na observação das narinas. Fruto desta observação foi constatar mudanças no estado do corpo e na consciência. É uma atividade fácil e simples, porém vai exigir um pouco de estudo e, muita disciplina. Não quero falar sobre tudo que envolve a swar Yoga aqui neste texto, porque eu precisaria de muitas e muitas páginas. Mas sei que podemos usar o básico, ou seja, qualquer pessoa será capaz de verificar e sincronizar seus próprios ritmos interiores com os ritmos do Universo.
Segundo pesquisadores a atividade elétrica se manifesta sob a forma de ondas cerebrais e cada hemisfério possui formas de comportamento específicas, típicas e únicas. O movimento da energia de um hemisfério para o outro acontece de acordo com a mudança da respiração de uma narina para a outra. Quando a narina direita predomina é o hemisfério esquerdo quem controla, quando é a narina esquerda é o hemisfério direito que comanda. O controle intencional do padrão respiratório altera a química do corpo e se é feito na primeira manifestação de algum sintoma de doença é possível a prevenção.
Essa atividade de detectar o funcionamento das narinas te permite saber ao amanhecer qual hemisfério do seu cérebro está pronto para trabalhar. Assim você pode executar ações as quais seu corpo terá a química disponível naquele momento sem um gasto extra de energia. É fácil detectar. Ao voltar do sono profundo, na primeira hora do dia (às vezes isso acontece por volta das quatro e meia, cinco horas da manhã) coloque o dedo na frente das narinas e exale. Você sentirá qual vai estar com fluxo maior de ar. Esta é a narina operante. Levante-se da cama com o pé correspondente à narina operante e massageie o lado do corpo também. Isso é para você entrar em sintonia com a porção atuante de você mesmo. Essa sintonização é de extrema importância, é simplesmente a tomada de consciência do corpo.
Acordar um pouco antes do sol, lhes dará tempo para tudo. Se a narina esquerda (energia fria, ligada à lua) estiver operante, ela é que vai reger o seu dia. Você terá química disponível para atividades mais serenas, de longa duração como meditar, fazer jejum, beber algo, cantar, conversar, rezar, tocar algum instrumento, observar a natureza, assim como também sua energia estará propícia para fazer ou fechar negócios. Também é boa para conversas espirituais, jardinagem leve, depositar dinheiro em banco, aprender uma língua diferente, curar lesões, dores, etc. Você deve escolher para todo o dia atividades serenas, você estará mais intuitivo.
E se for a direita (quente, ligada ao sol) atividades mais agitadas e instáveis, de curto prazo, escrever livros, fazer trabalho físico árduo, praticar ásanas, etc. Na prática sexual um cuidado extra: a mulher deve estar com a narina esquerda operante e o homem a direita. Para evacuar e comer, a narina direita, urinar e beber (nada alcoólico) narina esquerda. Adotando estes hábitos e nos sintonizando através das narinas conseguimos aproveitar a potência máxima do nosso corpo.
Ritual diário
Não é nada fácil sintonizar suas narinas com o ritmo da casa (estou falando do meu exemplo, sou mãe, tenho filhos, marido, etc.), mas dá para fazer acordando bem cedo, às cinco da manhã. O importante é não criar mais um stress na sua vida por causa das narinas. Comece detectando, fazendo o ritual de sintonização, depois de alguns dias, passe a levantar andar um pouco, olhar coisas bonitas, boas, de energia suave. Depois de alguns dias faça tudo isso e tome um banho, pelo menos dez minutos antes do amanhecer. Para tomar o banho verifique novamente as narinas.
Sempre que precisar exercer alguma função e a narina operante não for a ideal, deite de lado (lado operante para baixo) coloque um travesseiro debaixo do tórax e das axilas e espere. Em alguns minutos ela abrirá. Também é bom esvaziar os intestinos e tomar banho com a narina direita operante.
O banho tira o ranço do dia anterior e da noite de sonhos. É muito bom começar o dia com tudo limpo e no lugar. Com a sensação nítida da sua natureza, de quem você é realmente. E é melhor ainda aproveitar todos os eventos químicos e elétricos que acontecem ao nascer do sol com o corpo limpo!
Sei que não é fácil adotar estas práticas e é até engraçado ficar conferindo as narinas pra saber o que é apropriado fazer, mas com o tempo, eu garanto, sentirão naturalmente. Mas desde o início do processo verão uma melhora extraordinária na qualidade de vida, na disposição, na vitalidade, e na eficiência de seu dia. Com disciplina e disponibilidade com você mesmo vai notar o quanto é perfeito, o quanto o seu organismo é eficiente, focalizado, sintonizado com o Universo. E não é somente este hábito que vai curar a humanidade, mas é preciso começar de alguma forma, precisamos urgentemente voltar a ter contato com nós mesmos, voltar a ser mais natural, mais simples, observando e tendo como exemplo a natureza que é nossa Mãe. E nem pensem que swar yoga é só isso, pesquisem, se aprofundem porque vocês se surpreenderão.
Namastê

sábado, 27 de fevereiro de 2010

DR PATCH ADAMS no Roda Viva

Esse, com certeza, é filho de Shiva!

Vale a pena digerir lentamente os 9 vídeos que constituem a entrevista com Dr Patch Adams.

Aproveite o tempo com coisas que realmente significam algo...

Coisas que falem direto ao coração...

Coisas capazes de promover a revolução da alma e que o faça sentir extremamente desperto!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A CANÇÃO DO HOMEM - Tolba Phanem

Quando uma mulher, de certa tribo da África, sabe que está grávida, segue para a selva com outras mulheres e juntas rezam e meditam até que aparece a "canção da criança".
Quando nasce a criança, a comunidade se junta e lhe cantam a sua canção.
Logo, quando a criança começa sua educação, o povo se junta e lhe cantam sua canção.
Quando se torna adulto, a gente se junta novamente e canta.
Quando chega o momento do seu casamento, a pessoa escuta a sua canção.
Finalmente, quando sua alma está para ir-se deste mundo, a família e amigos aproximam-se e, assim como em seu nascimento, cantam a sua canção para acompanhá-lo na "viagem".

Nesta tribo da África há outra ocasião na qual os homens cantam a canção. Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime ou um ato social aberrante, levam-no até o centro do povoado e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor e então lhe cantam a canção.
A tribo reconhece que a correção para as condutas anti-sociais não é o castigo, é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade.

Quando reconhecemos nossa própria canção, já não temos desejos nem necessidade de prejudicar ninguém.
Teus amigos conhecem a "tua canção" e a cantam quando a esqueces. Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes ou as escuras imagens que mostras aos demais, eles recordam tua beleza quando te sentes feio, tua totalidade quando estás quebrado, tua inocência quando te sentes culpado e teu propósito quando estás confuso.

ORAÇÃO A MIM MESMO - Oswaldo Antônio Begiato

Que eu me permita olhar e escutar e sonhar mais.
Falar menos. Chorar menos.
Ver nos olhos de quem me vê a admiração que eles me têm e não a inveja que, prepotentemente, penso que têm.
Escutar com meus ouvidos atentos e minha boca estática, as palavras que se fazem gestos e os gestos que se fazem palavras.
Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar.
Saber realizar os sonhos que nascem em mim e por mim e comigo morrem por eu não os saber sonhos.
Então, que eu possa viver os sonhos possíveis e os impossíveis; aqueles que morrem e ressuscitam a cada novo fruto, a cada nova flor, a cada novo calor, a cada nova geada, a cada novo dia.
Que eu possa sonhar o ar, sonhar o mar, sonhar o amar, sonhar o amalgamar.
Que eu me permita o silêncio das formas, dos movimentos, do impossível, da imensidão de toda profundeza.
Que eu possa substituir minhas palavras pelo toque, pelo sentir, pelo compreender, pelo segredo das coisas mais raras, pela oração mental, aquela que a alma cria e que só ela, alma, ouve e só ela, alma, responde.
Que eu saiba dimensionar o calor, experimentar a forma, vislumbrar as curvas, desenhar as retas, e aprender o sabor da exuberância que se mostra nas pequenas manifestações da vida.
Que eu saiba reproduzir na alma a imagem que entra pelos meus olhos fazendo-me parte suprema da natureza, criando-me e recriando-me a cada instante.
Que eu possa chorar menos de tristeza e mais de contentamento.
Que meu choro não seja em vão, que em vão não sejam minhas dúvidas.
Que eu saiba perder meus caminhos, mas saiba recuperar meus destinos com dignidade.
Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesmo.
Que eu não tenha medo de meus medos!
Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis, e desperte com o coração cheio de esperanças.
Que eu faça de mim um homem sereno dentro de minha própria turbulência, sábio dentro de meus limites pequenos e inexatos, humilde diante de minhas grandezas tolas e ingênuas (que eu me mostre o quanto são pequenas minhas grandezas e o quanto é valiosa minha pequenez).
Que eu me permita ser mãe, ser pai, e, se for preciso, ser órfão.
Permita-me eu ensinar o pouco que sei e aprender o muito que não sei, traduzir o que os mestres ensinaram e compreender a alegria com que os simples traduzem suas experiências; respeitar incondicionalmente o ser; o ser por si só, por mais nada que possa ter além de sua essência, auxiliar a solidão de quem chegou, render-me ao motivo de quem partiu e aceitar a saudade de quem ficou.
Que eu possa amar e ser amado.
Que eu possa amar mesmo sem ser amado, fazer gentilezas quando recebo carinhos; fazer carinhos mesmo quando não recebo gentilezas.
Que eu jamais fique só, mesmo quando eu me queira só.
Amém.

RECEITA DE ALEGRIA - Pablo Picasso

Jogue fora todos os números não essenciais para tua sobrevivência.
Isto inclui: idade, peso e altura.
Que eles preocupem ao médico. Para isto o pagamos.
Conviva, de preferência, com amigos alegres. Os pessimistas não são convenientes para ti.
Continue aprendendo.
Aprenda mais sobre computadores, artesanato, jardinagem, qualquer coisa.
Não deixe seu cérebro desocupado.
Uma mente sem uso é oficina do diabo, e o nome do diabo é “Alzheimer”.
Ria sempre, muito e alto. Ria até não poder mais.
Inclusive de você mesmo!
Quando as lágrimas chegarem: agüente, sofra e siga adiante.
Agradeça cada dia que amanhece como uma nova oportunidade para fazer aquilo que ainda não tiveste coragem de começar.
Do princípio ao fim, prefira novos caminhos do que voltar a caminhos mil vezes trilhados.
Apague o cinza de tua vida e acenda as cores que carregas dentro de ti.
Desperte teus sentidos para que não percas tudo de belo e formoso que te cerca.
Contagie de alegria ao teu redor, e tente ir além das fronteiras pessoais a que tenhas chegado aprisionado pelo tempo. Porém lembre-se: a única pessoa que te acompanha a vida inteira é você mesmo.
Cerque-se daquilo que gosta: família, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, seja o que for.
O lar em você vive é seu refúgio, porém não fique trancado nele.
Seu melhor capital, a saúde.
Aproveite-a se é boa, não a desperdice; se não é, não a estrague mais.
Não se renda à nostalgia. Saia à rua. Vá à uma cidade vizinha, a um país estrangeiro.
Porém não viaje ao passado porque, dói!
Diz aos que ama, que realmente os ama e faça isso em todas as oportunidades que tiver. E lembre-se sempre... Que a vida não se mede pelo número de vezes que respiramos, mas pelos momentos que teu coração palpitou forte: de muito rir, de surpresa, de êxtase, de felicidade e, sobretudo, de amar sem medida.
“Há pessoas que transformam o sol em uma pequena mancha amarela, porém há também as que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol”.

SONETO DE FIDELIDADE - Vinícius de Moraes

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zêlo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e darramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contetentamento.
E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, pôsto que e chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

SUTRA BUDISTA

Eis aqui o caminho para os que conhecem o seu próprio bem, e a paz que está além:
Que dêem o melhor de si para serem honestos, completamente sinceros, de fala suave, temperamento doce e modesto;
Que cultivem a satisfação (contentamento), e que sejam fáceis de conviver, sem se sentir pesados com suas responsabilidades, consumindo pouco, imperturbáveis, controlados e polidos;
Sem buscar tirar sempre vantagens, que evitem qualquer ação vergonhosa que faria quem os respeita sentir vergonha deles;
Possam todos os seres vivos ter a felicidade, ser livres de sofrimentos, sempre com o coração preenchido de alegria;
Como quer que sejam julgados - inadequados ou capazes, de qualquer tamanho ou forma, altos, baixos, gordos ou magros, sem deixar ninguém de fora em todo mundo, ou em qualquer reino possível de existência, possam todos ser felizes - o vizinho e o estrangeiro de muito longe; os nascidos e os ainda por nascer;
Que ninguém jamais traia ninguém, ou despreze outros, ou tomado por raiva ou ódio deseje o mal alheio;
Como uma mãe que protege seu filho único com sua própria vida, assim devemos soltar as amarras da mente, para que ela alcance todos os seres vivos, aberta sem nenhuma reserva, tocando cada um dos cantos do universo com sentimentos de amor e cuidado, buscando em todas as direções o bem estar dos seres, com todo o ressentimento e amargura dissipados.
Em todo o momento desperto do dia, durante qualquer atividade ou em repouso, mantenham a mente assim. Uma tal vida é o reino dos Deuses aqui e agora, livre do apego a visões, mantendo um caminho de pura moralidade.

SLOW FOOD

Há um grande movimento na Europa hoje, com base na Itália e ramificações na França, Espanha e em quase todo o mundo, chamado Slow Food.
A Slow Food International Association, cujo símbolo é um caracol, tem sua origem na Itália e pode ser acessada pelo site:
www.slowfood.com.
O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber devagar, saboreando os alimentos, "curtindo" seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade.

A idéia é se contrapor ao espírito do Fast Food e ao que ele representa como estilo de vida.
A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe, como salientou a revista Business Week em edição européia. A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura" gerada pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraposição à qualidade de vida ou à "qualidade do ser".

Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas (35 horas por semana), são mais produtivos que seus colegas americanos ou ingleses. E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%.
Essa chamada "slow attitude" está chamando a atenção até dos americanos, apologistas do "Fast" (rápido) e do "Do it Now" (Faça Já). Portanto, essa "atitude sem-pressa" não significa fazer menos, nem ter menor produtividade. Significa, sim: fazer as coisas e trabalhar com mais "qualidade" e "produtividade", com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos "stress", retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer, das pequenas comunidades, do "local" - presente e concreto - em contraposição ao "global" - indefinido e anônimo.

Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé. Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais "leve" e, portanto, mais produtivo, onde seres humanos, felizes, fazem com prazer o que sabem fazer de melhor.
Nesta semana, gostaria que você pensasse um pouco sobre isso...

Será que os velhos ditados "Devagar se vai ao longe" ou ainda "A pressa é inimiga da perfeição" não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de desenfreada loucura?
Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de "qualidade sem-pressa" até para aumentar a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços sem a necessária perda da "qualidade do ser"?
No filme "Perfume de Mulher", há uma cena inesquecível, em que um personagem cego, vivido por Al Pacino, tira uma moça para dançar e ela responde:
"Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos..."
"Mas em um momento se vive uma vida" Responde ele, conduzindo-a num passo de tango. E esta pequena cena é o momento mais bonito do filme.
Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só alcançam quando morrem enfartados, ou algo assim. Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe.

Tempo todo mundo tem, por igual.
Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia.
A diferença é o que cada um faz do seu tempo.
Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon...
"A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro".

VIVER DESPENTEADA - autor desconhecido

Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade.
O mundo é louco, definitivamente louco!
O que é gostoso engorda.

O que é lindo custa caro.
O sol que ilumina o teu rosto enruga.
E o que é realmente bom dessa vida, despenteia!
Fazer amor despenteia.
Rir às gargalhadas despenteia.
Viajar, voar, correr, entrar no mar despenteia.
Tirar a roupa despenteia.
Beijar a pessoa amada despenteia.
Brincar despenteia.
Cantar até ficar sem ar despenteia.
Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível!

Então, como sempre, cada vez que me encontrar, eu vou estar com o cabelo bagunçado. Mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.
É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir sentada no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir.
Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora, o aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença: ¨Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria... Talvez deva seguir as instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz?
Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita. A pessoa mais bonita que posso ser!
O único que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser.
Por isso, minha recomendação a todas as mulheres...
Se Entregue.
Coma coisas gostosas! Beije! Abrace! Dance!
Apaixone-se.
Relaxe.
Viaje. Pule. Durma tarde. Acorde cedo. Corra. Voe. Cante.
Arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável...
Admire a paisagem...
Aproveite.
E acima de tudo, deixa a vida te despentear. O pior que pode passar é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo.